quinta-feira, 31 de março de 2011
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo,
E se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo.
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva,
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva.
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel,
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul,
Vou com ela, viajando, Havai, Pequim ou Istambul.
Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená.
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar.
Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo,
E se a gente quiser ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida.
De uma América a outra consigo passar num segundo,
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar,
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar.
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá.
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar.
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá.
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá).
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá).
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá).
quarta-feira, 30 de março de 2011
Rita Lee
Eu tô ficando velho,
Cada vez mais doido varrido
Roqueiro brasileiro,
Sempre teve cara de bandido!
Cada vez mais doido varrido
Roqueiro brasileiro,
Sempre teve cara de bandido!
Vou botar fogo nesse asilo,
Respeite minha caducagem
Porque essa vida é muito louca
E loucura pouca é bobagem
Respeite minha caducagem
Porque essa vida é muito louca
E loucura pouca é bobagem
Nunca fui de muito papo
E sei que meu negócio é farra
Pego na guitarra e não largo até pompéia gritar:
E sei que meu negócio é farra
Pego na guitarra e não largo até pompéia gritar:
Muda o disco!
Juventude transviada para mim é conto de fada!
E quanto mais o rock rola mais a gente gosta,
Quanto mais dinheiro em jogo mais a gente aposta
Quanto mais o tempo passa mais eu quero me divertir
E quanto mais o rock rola mais a gente gosta,
Quanto mais dinheiro em jogo mais a gente aposta
Quanto mais o tempo passa mais eu quero me divertir
Me despir,
Me sentir,
Me sentir,
Guerrilheiro,
Forasteiro,Ôrra meu!
Forasteiro,Ôrra meu!
terça-feira, 29 de março de 2011
Celtas Cortos
De los retales de una vida,sale una canción De las batallas perdidas,sale un ganador Das elevações grande, há sempre uma decidão Aún queda tiempo pa´el viento,vaya donde vaya, y que me lleve volando,a tocar a otra guitarra.
Blue. Completamente Blue.
Eu estou vivendo uma coisa muito boa. Aquela coisa que a gente suspeita que nunca vai acontecer. Aconteceu.
Se parece ousado que eu queira o prazer todos os dias, que me chamem de devassa, louca ...♪
Oni saurê Aul axé Oberioman Onisa aurê aul axé baba Baba saurê aul axé baba saul axé
segunda-feira, 28 de março de 2011
''Ontem, estava andando na rua, olhei pra trás e vi um casal, eles andavam de mãos dadas e riam alto… olhando pra eles era como se estivesse vendo em um espelho todo meu passado ao seu lado… rostos felizes, olhares brilhantes, mãos dadas… tudo que um dia passei ou até mesmo sonhei em passar ao seu lado… no meu coração bateu uma tristeza, meu olhos encheram de lágrimas, mas não derramei nem uma… voltei a olhar pra frente como se não tivesse visto aqueles dois seres mais do que felizes atrás de mim… e então só naquele momento pude me dar conta da verdade… não importa o que passamos e o que eu senti, o que importa realmente é que nada disso valeu a pena… pois hoje, eu estou sozinha.''
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Molière
''Eu me sinto envergonhada só de ouvir você gritar esse discurso estúpido! Que indignidade para quem se diz um homem, só pensar todo o tempo em coisas materiais, sem se elevar um instante às preocupações dos espíritos. Será que o corpo, sujo e precário, merece de nós tanta atenção? Não será mais sábio esquecermos que existe, nos libertamos de sua opressão?''
Ainda que
dentro de mim as águas apodreçam e se encham de lama e ventos ocasionais depositem peixes mortos pelas margens e todos os avisos se façam presentes nas asas das borboletas e nas folhas dos plátanos que devem estar perdendo folhas lá bem ao sul e ainda que você me sacuda e diga que me ama e que precisa de mim: ainda assim não sentirei o cheiro podre das águas e meus pés não se sujarão na lama e meus olhos não verão as carcaças entreabertas em vermes nas margens, ainda assim eu matarei as borboletas e cuspirei nas folhas amareladas dos plátanos e afastarei você com o gesto mais duro que conseguir e direi duramente que seu amor não me toca nem me comove e que sua precisão de mim não passa de fome e que você me devoraria como eu devoraria você ah se ousássemos."
Caio Fernando Abreu
O eterno
Deixe-me ir, preciso andar vou por aí a procurar, rir pra não chorar. Eu quero nascer, quero viver. Cartola
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
Gabriel García Márquez
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."
Gabriel García Márquez
quinta-feira, 17 de março de 2011
Elogio da loucura
Pergunto-vos, pois: Que convém guardar mais cuidadosamente, as raras e preciosas, ou vis e comuns? Não me respondereis? É inútil; se não respondeis há um provérbio grego que por vós o faz. Eis o significado: À porta, deixam-se as bilhas. E para que não rejeites essa sentença , sabei que é Aristóteles, grande deus dos teólogos. Há, dentro vós, um tolo capaz de deixar à porta dinheiro e jóias? Não posso crê-lo.[...] Ouvi, agora, as suas próprias palavras: O homem que oculta a sua loucura é superior ao que oculta a sua sabedoria. Mais, a Santa Escritura atribui aos loucos uma modéstia que o sábio não possui, já que acredita não ser ninguém digno de se lhe comparar.
Trecho de: Elogio da loucura/Erasmo de Roterdã
Trecho de: Elogio da loucura/Erasmo de Roterdã
quarta-feira, 16 de março de 2011
Bob Marley
It takes a revolution (revolution) to make a solution; (doo-doo-doo-doo) Too much confusion (aaa-aaah), so much frustration, eh! I don't wanna live in the park (live in the park); Can't trust no shadows after dark (shadows after dark), yeah-eh!
So, my friend, I wish that you could see, Like a bird in the tree, the prisoners must be free, yeah!
(free)
Deixe os justos cobrirem a terra, a
ssim como a água cobre o mar, yeah!
Zé Ramalho
''Lua banhada de sangue, não foge da morte, traça na lama do mangue, a vida e a sorte.''
Tá tudo mudando, Zé.
terça-feira, 15 de março de 2011
Meu mais novo achado: Tiê
''Me despeço dessa história e concluo: a gente segue a direção que o nosso próprio coração mandar, e foi pra lá, e foi pra lá.''
ela é mpb
é delicadeza
é paixão
é amor
é dança da solidão
minha dança da solidão
é luz
é sensação
é sentimento
ela é graça
ela é cheia de graça
quinta-feira, 10 de março de 2011
DESAPEGO
...''De novo – perder é parte da vida. Tudo que tem um começo, tem um fim. O desapego não brota de um não-gostar, de ser indiferente. O desapego floresce de um entendimento profundo do ciclo da vida. É tão fácil dizer “oi!”, por que é tão difícil dizer “adeus”? Se “o futuro é uma astronave que tentamos pilotar”, como diz Toquinho, o presente é uma estação espacial, cheia de possibilidades. Embarcamos em diversas jornadas ao longo da vida, algumas vezes acompanhados, outras vezes sozinhos. Encontramos e nos despedimos das pessoas diariamente sem saber se as veremos de novo, mas dizemos “até logo” assumindo que o “logo” virá.
Que possamos nos desprender das coisas que amamos como nos desprenderemos do ano que fica pra trás.''
'Não importa o que venhamos a perder, a possibilidade de felicidade não nos está negada. Porque ela não está fora, mas dentro de nós.'
Que possamos nos desprender das coisas que amamos como nos desprenderemos do ano que fica pra trás.''
'Não importa o que venhamos a perder, a possibilidade de felicidade não nos está negada. Porque ela não está fora, mas dentro de nós.'
sexta-feira, 4 de março de 2011
Saudação ao Cabloco
Eu estou aqui
você Mandou Chamar
Agora vai ouvir
Eu cantando caçoar
você Mandou Chamar
Agora vai ouvir
Eu cantando caçoar
O meu canto é Força
O meu canto é Magia
E quem em Deus confia
Só Deus pode derrubar
O meu canto é Magia
E quem em Deus confia
Só Deus pode derrubar
Selei, Selei
Meu Cavalo Selei
Selei, Selei
Meu Cavalo Selei
Vamo embora pra Aruanda
Meu Cavalo Selei
Na minha aldeia são vinte Caboclos
Meu Cavalo Selei
Selei, Selei
Meu Cavalo Selei
Vamo embora pra Aruanda
Meu Cavalo Selei
Na minha aldeia são vinte Caboclos
Comigo são vinte e um
Lá vivemos felizes
Lá não se vive no zum zum zum
Lá vivemos felizes
Lá não se vive no zum zum zum
Não é como nesse Planeta
Que Junta dois pra falar de um
Não é como nesse Planeta
Que Junta dois pra falar de um
Que Junta dois pra falar de um
Não é como nesse Planeta
Que Junta dois pra falar de um
Selei, Selei
Meu Cavalo Selei
Selei, Selei
Meu Cavalo Selei
Vamos embora pra Aruanda
Meu Cavalo Selei
quinta-feira, 3 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Roberta Sá
''Quero justiça, alegria e quero paz,Mas com direitos iguais, como já disse Tosh
E quero mais que um milhão de amigos do RC
Ser como Luís e suas maravilhas do mundo quero comer
Quero me esconder debaixo da saia da minha amada
Como Martinho da Vila, em ancestral batucada
Eu quero é botar meu bloco na rua, qual Sampaio
Quero o sossego de Tim Maia olhando um céu azul de maio
Eu quero é mel, como cantou Melodia
Quero enrolar-me em teus cabelos
Como disse Wando à moça um dia
Quero ficar no teu corpo, como Chico em Tatuagem
E quero morrer com os bambas de Ataulfo bem mais tarde
Só que bem mais tarde
Eu quero ir pra ver Irene rir, como escreveu Veloso!''
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